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novembro.2019

Neuralink: como a tecnologia de Elon Musk ajuda o processamento criativo

Ler mentes em breve vai deixar de ser poder de super-herói dos comics e passar a ser uma realidade: pelo menos é o que pretende a Neuralink – e isso pode ser muito bom até mesmo para uma agência de marketing digital. Descubra aqui:

Recentemente, o visionário Elon Musk apresentou um pouco da tecnologia que uma de suas empresas, a Neuralink, está desenvolvendo – e a revelação deixou muita gente boquiaberta, inclusive quem trabalha em agência de marketing digital, como a gente aqui da Pulso.

E com razão: esse projeto da Neuralink é uma interface cérebro-computador (também conhecida como BCI, sigla de Brain-computer interface) que pretende fazer leitura cerebral através de um módulo do lado de fora da cabeça, capaz de receber informações a partir de fios embutidos ao cérebro.

E se a ideia de cabos embutidos à cabeça assusta, a empresa explica que a conexão cerebral se dará por meio de cirurgias robóticas com fios consideravelmente mais finos que um fio de cabelo humano.

Mas atenção, atenção que isso é só o começo! Futuramente, os cientistas da Neuralink pretendem usar um feixe de laser para atravessar o crânio.

Agora, o próximo passo da companhia é testar a tecnologia em humanos e é aí que o bicho pega e Elon Musk, conhecido por pressionar suas equipes a desenvolverem tecnologias com deadlines curtíssimos, tem um impasse.

Isso porque, para iniciar a fase de testes, é necessário conseguir uma autorização da Food and Drug Administration (a agência americana que regula alimentos e medicamentos), que conta com um processo de análise complexo e bem (bem mesmo) rígido.

Mas, afinal, para que [email protected]%lh*s serve essa interface da Neuralink?

Se você está se perguntando por qual motivo alguém permitiria ter um computador de olho em tudo o que pensa, a proposta da Neuralink pode surpreender.

A ideia é deixar para trás não só muitos desafios de acessibilidade como também as dificuldades no tratamento de doenças neurológicas.

Com o poder dessa tecnologia, um cérebro conectado à interface poderia ajudar pessoas com paralisia a usarem seus smartphones sem precisarem movimentar os dedos.

E muito mais que isso: o dispositivo conectado ao sistema cerebral pode ser usado até mesmo para diagnosticar e tratar pacientes com condições neurológicas complexas – um avanço e tanto para o campo da medicina.

E Elon Musk não é o único: tem mais gente de olho nas BCIs

Bryan Johnson, que comanda a startup de neurociência Kernel, assim como Elon Musk, também está trabalhando em BCIs porém com a proposta de avançar no terreno da cognição humana.

É por isso que a Kernel, fundada com mais de 100 milhões de dólares do próprio dinheiro de Johnson, está tentando entender bem a fundo o cérebro humano com a intenção de um dia poder programá-lo para melhor.

Por outro lado, sabe aquela famosa frase ¨como foi que não pensei nisso antes?¨ quando nos deparamos com uma ideia genial e disruptiva?

Parece que foi mais ou menos isso que exclamaram em alguma sala de reuniões do Facebook, já que a gigante de Mark Zuckerberg anunciou que também deseja criar uma tecnologia de leitura de mentes – sim, exatamente isso que você leu.

O objetivo? Ler mentes para obter o controle de dispositivos de realidade virtual. E, quem sabe também, ler mentes para não precisar mais dizer ¨como foi que não pensei nisso antes?¨ sempre que outra ideia genial e disruptiva – como a da Neuralink – sair na frente. 😉

E essa tecnologia poderia impactar no dia a dia de uma agência de marketing digital?

E se você pensa que só o campo da saúde se beneficia, a área criativa também só tem a ganhar com essa nova – e potentíssima – ferramenta de processamento criativo!

Imagine um brainstorm em uma agência de marketing digital: com a Neuralink, seria muito mais fácil extrair ideias que são tão claras na nossa cabeça mas difíceis de explicar. Isso ajudaria a equipe a ter uma visão mais aprofundada do insight.

Também seria muito útil desde a etapa de criação a até mesmo reuniões com o cliente ao apresentar propostas.

E você, já pensou como a Neuralink impactaria na sua rotina? Conta pra gente nos comentários!